terça-feira, 12 de maio de 2009

Feliz dia das Mães !

Um pouco atrasado, mas não tem problema (3 dias de atraso não é tãaao ruim assim. rs).
O meu dia das mães não foi diferente do normal (não que eu seja mãe, claro, mas eu também tenho uma).

Como eu já falei antes, eu moro sozinho aqui em João Pessoa. Minha mãe e meu pai moram em Pernambuco ( Afogados da Ingazeira - interiorrrrr). Vejo-os, em geral, 3 vezes por ano. Pode me chamar de coração gelado, mas isso não é um problema tão grande pra mim. Não me entendam mal, eu amo meus pais (muito mesmo) mas morar só e ter minha própria independência (mesmo que seja uma semi-independência, já que eu não trabalho) sempre foi minha meta mais antiga. Sem contar que eu estou sempre em contato com eles. Minha mãe me liga umas 2 vezes por semana (no mínimo) e eu falo com meu pai umas 2 vezes por mês (no máximo, rs).

Não sou muito ligado nessas datas não. Já fui muito mais, quando criança. Lembro que eu fazia a maior questão de comprar um presente pra minha mãe (mesmo o aniversário dela sendo 10 dias antes do dia das mães - e mesmo que eu já tivesse dado um presente de aniversário). Eu era muito ligado em datas e simbolismos, coisas de criança. Aniversários tinham que ter uma comemoração especial, datas comemorativas pediam homenagens e presentes, férias requeriam uma viagem, natal tinha que ter enfeites e por aí vai ... Acho que eu comecei a perder essa mania por causa do dia dos pais, já que, em geral, meu pai não estava comigo. Minha mãe também não liga muito pra essas coisas, então eu fui desmistificando cada uma dessas datas. Ainda conservo a importância das datas, claro, mas de uma maneira diferente.

Faz tempo que aprendi que nunca devo deixar pra depois a oportunidade de homenagear ou presentear ou simplesmente manifestar meu amor para ninguém. Não é que eu não entenda ou não dê valor ao dia das mães, por exemplo. Eu só acho que, se é pra demonstrar a importância de alguém que eu amo, essa importância deve ser manifestada diariamente. Em suma, todos os dias, pra mim, é dia das mães. Sempre que posso (e no futuro pretendo poder mais ainda) dou um presente especial, ou mesmo uma cartinha (isso eu faço desde criança. Minha mãe tem coleções de cartas e poemas que eu fiz pra ela, sem contar com milhares de flores e "eu te amo" que já chegaram até ela por mim) que demonstre o meu sentimento. Gosto de pensar na minha mãe como a "personificação do amor que eu tenho". Ela é a pessoa que eu mais amo e/ou amei em toda a minha vida. Ela me faz sentir a força e o poder desse sentimento incrível. Sempre foi meu exemplo de pessoa, de dignidade, de afeto, de coragem ... pra mim, qualquer elogio que eu possa escrever aqui está dentro do meu sentimento.

Claro que ela nunca vai ler isso aqui (espero que não, aliás), mas se lesse, nada disso seria novidade. Ela sabe que, sem ela, eu não seria ninguém e que no dia que eu já não tiver mais sua presença, seu rosto lindo e tranquilo, seus braços pra me abraçar ou sua voz tranquila pra dizer meu nome, o mundo vai ser um lugar ruim e sem graça pra mim, porque, por mais distânte que eu possa estar, só o fato de saber que ela está bem, me faz respirar melhor e ter menos medo da vida.

Quando penso em uma lembrança da minha mãe, algum momento bom ou bonito, tenho vários pra recordar, mas tem 2 que são especiais :
Minha mãe sempre teve uma maneira muito carinhosa de me acordar, e isso é uma das coisas que sinto falta. Ela chegava pertinho de mim, sentava na cama, passava a mão no meu rosto ou no meu cabelo e dizia me chamava com toda a calma "dinho, meu amor, olha a hora ... tá na hora de ir pra escola". Claro que depois da terceira vez, ela já não tinha mais tanta paciência, mas era bom acordar e saber que a primeira coisa que eu veria era o rosto dela.
Outra lembrança é do dia do vestibular. Em 2005, quando eu fiz pra fisioterapia. Eu lembro que eu cheguei em casa, depois do segundo dia da primeira fase, contei quantas questões eu tinha feito e comecei a chorar, porque sabia que era pouco pra fisio (eu tinha feito 34 e 35, eu acho), então eu fui até o quarto dela e ela estava deitada, lendo alguma coisa. Eu me deitei na cama, dei um abraço nela e comecei a chorar. Quando ela perguntou, eu disse que achava que não ia passar e tal, e ela disse que eu não chorasse, que não precisava chorar, porque mesmo que alguma coisa desse errado, eu tentaria mais e mais até conseguir, e que ela estaria ao meu lado todas as vezes. Eu lembro que, naquele momento eu me senti muito seguro. Era como se eu respirasse melhor, sei lá. Ela é a única que consegue, até hoje, me acalmar em qualquer momento de aflição.

Claro que tivemos muitos momentos ruins, brigas, gritos, palavras que não precisavam ser ditas. Mas brigas fazem parte da vida, e nunca, em momento nenhum, diminuiu o amor que eu sinto por ela. Acho até que morar sozinho foi bom inclusive pra amadurecer meu sentimento. Agora eu entendo muitas das coisas que ela me dizia. Sei que se morasse com ela ainda, brigaríamos como sempre brigamos, mas nada nunca vai conseguir tirar esse sentimento tão grande que existe em mim, e que só ela consegue personificar.

Hoje, quanto me sinto triste, sozinho ou aflito, não tenho minha mãe exatamente do meu lado pra me consolar, nem gosto de ligar pra ela, pra não preocupa-la. Também não gosto de ninguém tentando me consolar ou me distrair. Minha mãe é a única que sabe fazer isso. Nessas horas, eu penso no que ela me disse, e que não importa o que aconteceu, eu só preciso ter paciência, respirar e tentar mais uma vez (quantas vezes for necessário), porque eu posso atingir qualquer objetivo e ela, a pessoa em quem eu mais confio, sempre estará ao meu lado. Isso sempre me acalma e provavelmente sempre vai me acalmar.

xD

Hasta ...

(Ouvindo "O trem da juventude - Os paralamas do sucesso")

1 Nexos ". Qual a sua opinião ?!:

Lu disse...

Pois é, mãe é mãe! A minha apesar de muitas coisas que ela faz, que penso em não fazer com meus filhos (não sei se quando eu for mãe vou mudar meus pensamentos), não a troco por nenhuma outra. Quando penso em tudo que ela já fez por mim... Ai,aiii... Mãe é mãe!

Ei, menino, já tentasse pra fisio?! Nooossaaaa, quanto temos em comum!! hauahauahuaha

Bjoos