terça-feira, 2 de dezembro de 2008

" Quem me dera, ao menos uma vez ... "

Depois de uma postagem tão filosófica como a anterior ( estou lendo pela n-ésima vez " o mundo de sofia - espero conseguir terminas desta vez ), resolvi fazer algo mais light hoje.

Pois é, dezembro " bombando " nas postagens.

Tenho pensado muito no meu livro, aquele que eu pretendo escrever. Vário temas já me ocorreram e muitas vezes perco horas de sono imaginando como serão os personagens, que tipo de história farei, como encararei as críticas e como gastarei os milhões que vou ganhar com todos os meus livros ( afinal, se J.K. consegue, por que eu não conseguiria ?! ).

Então, para que eu não perca jamais o foco, colocarei aqui algumas dicas que me ajudarão na busca do novo " best seller " escrito por mim . xD

Eu as chamarei de " 13 regras para o sucesso ". São elas :

1º - Não criar histórias sobre mundos mágicos com criaturas fantásticas sem antes ter certeza que os mesmos seres já não foram criados, principalmente árvores falantes e animais sábios que dão dicas preciosas aos personagens principais.

2º - Em caso de romance, sempre deixar claro para o mocinho que, ou a mocinha tem câncer e vai morrer no final, ou ela já é casada ( e vice-versa ), ou ela é empregada da casa onde diz morar, ou mesmo que ela já morreu. Isso me poupará tempo e muitas linhas que poderiam contar coisas mais importantes.

3º - Se resolver escrever um drama mexicano, nunca, de maneira alguma, criar uma personagem pobre que fica rica da noita para o dia e que, além de rica e bonita, também se torna a mais elegante dama de toda a sociedade. Se é pra escrever histórias fantásticas, prefiro me aventurar no mundo da literatura infanto-juvenil.

4º - Para livros de terror, meu assassino não usará máscaras toscas nem será dono de ciratrizes ou marcas que o definam bem. Acho que o ideal é algo comum, um personagem sem dramas pessoais ou assidentes de carro. Uma pessoa que simplesmente nutre um desejo de vingança já está de bom tamanho.

5º - Nunca pensei em escrever comédia, mas se fosse o caso, tomaria todo o cuidado com piadas cretidas e sem razão. Humor inteligente não é entendido por todos, mas não é repetido na padaria da esquina, então, é uma vantagem. Se tiver que seguir a linha " casseta e planeta ", é melhor ser colunista do "correio da paraíba" mesmo.

6º - Nas minhas séries de aventuras, tornarei as coisas possíveis. Não devo criar um personagem com cabelos brancos e meia idade que corre, pula, joga, nada, salta e pega menininhas como o próprio 007. Sem contar que as tramas serão perfeitamente "resolvíveis" por qualquer um que tenha no mínimo um doutorado, e não apenas por professores de coisas que ninguém nunca ouviu falar que moram do outro lado do mundo e que ninguém nunca pensou em eliminar. Devo também distribuir a inteligência de maneira igual entre os personagens para que ninguém no livro tenha a inteligência plena e absoluta concentrada em suas mãos.

7º - Enquanto escrever suspense, farei vilões que não ficam burros no final. Não existe nada mais frustrante que um assassino mega inteligente que passa 2/3 do livro bolando os planos mais magnifícos e que, quando chega nas últimas páginas, simplesmente toma as decisões mais idiotas que poderiam ser tomadas. Meu vilão nunca será descoberto, ou mesmo que seja, ele já estará bem longe, vivendo num apartamento de luxo e usufruindo do dinheiro que roubou antes de cometer tantos enganos.

8º - Nos livros de detetive, prefiro que o trabalho seja efetuado por uma equipe policial bem treinada, e não por um detetive que, só de olhar para uma bengala suja de lama, descobre que o motorista com cara de anjo usou o sapato que estava sujo com a mesma lama pigmentada de azul só para protejer a filha que num momento de loucura resolve matar o namorado e ficar com todo o seu dinheiro. Até o corão tem mais realidade que isso !

9º - Para livros de ficção científica, não permitirei que o mundo seja destruido com uma simples gotinha disso ou uma maquininha daquilo, ou mesmo com um vírus que se pega como gripe. Se é pra destruir o mundo, que seja com algo realmente grande, como um cometa que mudou sua órbita, um E.T. ou até mesmo um robô gigante de duas cabeças que cospe fogo que foi programado para acabar com a raça humana.

10º - Jamais pensei em auto-ajuda, , mas se vier, provavelmente não será com metáforas bobinhas como " queijo " ou " segredo " ou qualquer coisa que ludibrie os leitores nem os faça pensar que, com aquele dinheiro eles estarão encontrando o segredo da felicidade em tinta preta de um papel pranco. Vou usar frases diretas e realistas, e não historinhas ou parábolas tiradas de livros de 1º série.

11º - Em livros para crianças, não tratarei nehuma delas como dementes que sabem ler. Falarei de coisas importantes com lignuagem simples, mas sem enganções. Não perderei meu tempo falando de bolas coloridas ou crianças feias e bonitas. Tratarei de casos polêmicos como o preconceito racial e/ou sexual, divorcio, uso de drogas e afins ( as crianças do futuro precisam aprender a viver no mundo real ).

12º - Já escrevi muitos poêmas e crônicas, mas se resolver juntar todos e montar um livro, vou tirar todos aqueles escritos em momentos deprimentes ou apaixonados que, no fundo no fundo, dizem exatamente as mesmas coisas com palavras diferentes, principalmente aqueles que falam diretamente de amor e morte.

13º - No caso de decidir fazer um pouco de cada, tentarei tirar o melhor dos segmentos citados, não apenas os casos mais famosos. Não sei se existe um gênero " infanto-romantico-de-ajuda-dramático-terrorístico ... ", mas se é pra ser o primeiro com esse tipo de obra, que seja marcante para o mundo ...

... afinal, venderá milhões e milhões de exemplares !!!

^^

No futuro postarei o meu autógrafo, para os leitores nunca esquecerem de mim. rs

Hasta luego !!!

( ouvindo Rádio Globo FM )

1 Nexos ". Qual a sua opinião ?!:

Giovana disse...

Puxaa.. O Mundo de Sofia.. tb adoraria terminar!!
Helder e um livro. O que sairia?? Com esse post, ao menos eu descarto o que nãaaaaaaao teria!